quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Biomas marinhos e aquáticos


Agora vamos entender os biomas aquáticos e marinhos


Biomas Aquáticos (Classificação do WWF Global 200)



O World Wildlife Fund (WWF) classificou 426 Biorregiões, divididas nos seguintes biomas de água doce (Tipo de Habitat Maior):

• Lagos grandes
• Deltas de rio maior
• Águas doces polares
• Águas doces de montanha
• Rios das costas temperadas
• Rios de planície inundada e pântanos temperados
• Rios de montanha, região temperada
• Rios das costas tropicais e subtropicais
• Rios de planície inundada e pântanos tropicais e subtropicais
• Rio de montanha, regiões tropical e subtropical
• Águas doces de zonas xéricas e bacias endoréicas
• Ilhas oceânicas

Além destes, podem considerar-se as zonas úmidas como biomas aquáticos, tanto de água doce, como salobra ou mesmo marinha (estes considerados nos biomas costeiros).


Biomas Marítimos Costais (Classificação do WWF Global 200)



A Classificação tem 232 Biorregiões, da costa até 100 milhas náuticas de distância no mínimo ou no máximo 200 m de profundidade (zona nerítica):

• Polar
     o Oceano Ártico: Mar de Bering e mar de Barents-Kara
     o Oceano Antártico: Península e Mar de Weddell
• Mar e Costas temperadas
     o Mediterrâneo
     o Oceano Atlântico, Zona Temperada do Hemisfério Norte
     o Zona Temperada do Indo-Pacífico do Hemisfério Norte
     o Oceano Antártico
• Afloramento temperado
• Afloramento tropical
• Coral tropical

A essa altura você já conhece muito sobre os biomas, mas acredite ainda há muito para conhecer. Nossa viagem continua!!! vamos lá!!

Comparações entre latitudes de clima marítimo


 
Continuando o processo de compreensão dos biomas trataremos agora de algumas comparações entre as latitudes que são informações importantes para compreendermos em que condições se formam os biomas na terra.
 
100 km na direção norte-sul na Alemanha (0,46°C/ 100 km) são equivalentes a 100 m de altitude (0,49°C/ 100 m).
Clima Litorâneo da América do Sul
Precipitação anual média (mm) e temperatura média anual e mensal (°C)
Coordenadas
Precipitação
Anual
Out
Nov
Dez
Jan
Fev
Mar
Abr
Belém, Pará, Brasil
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png0° 1′ S 48° 28′ W
2897 mm
26,0
26,4
27,6
26,3
25,6
25,6
25,5
25,9
Salvador, Bahia, Brasil
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png13° 1′ S 38° 31′ W
2082 mm
25,0
25,2
25,6
26,0
26,4
26,6
26,8
26,0
Vitória, Espírito Santo, Brasil
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png20° 19′ S 40° 20′ W
1281 mm
23,6
23,0
23,7
24,7
25,7
26,0
25,7
24,3
Florianópolis, Santa Catarina, Brasil
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png27° 35′ S 48° 34′ W
1409 mm
20,4
19,6
21,6
23,2
24,4
24,6
23,7
21,4
Ilha Robinson Crusoe, Chile
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png33° 37′ S 78° 49′ W
1016 mm
15,3
13,4
14,9
17,0
18,6
18,7
17,9
16,7
Colonia, Uruguai
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png34° 27′ S 57° 50′ W
1125 mm
17,2
16,6
19,4
22,1
23,8
22,8
21,1
17,6
Bahia Blanca, Argentina
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png38° 44′ S 62° 11′ W
601 mm
14,9
14,5
18,2
21,3
23,0
21,9
18,5
14,7
Valdivia, Chile
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png39° 41′ S 73° 4′ W
1967 mm
11,0
10,3
12,6
14,8
15,8
15,1
13,2
10,6
Comodore Rivadavia, Argentina
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png45° 47′ S 67° 30′ W
235 mm
12,8
12,5
15,9
18,0
19,2
18,3
16,1
12,9
Rio Gallegos, Argentina
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png51° 37′ S 69° 17′ W
223 mm
6,8
8,4
11,3
11,8
13,1
13,0
10,7
7,5
Punta Arenas, Chile
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png53° 2′ S 70° 51′ W
375 mm
6,0
6,3
8,2
9,8
10,5
10,1
8,3
5,9
Ushuaia, Argentina
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png54° 48′ S 68° 18′ W
524 mm
5,7
6,5
7,7
8,9
9,4
9,2
7,8
5,7
Ilhas Orcadas
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png60° 45′ S 44° 43′ W
623 mm
-3,4
-3,1
-1,5
0,0
0,6
1,7
-0,3
-2,2
Base Arturo Prat
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png62° 30′ S 59° 41′ W
545 mm
-2,9
-2,4
-1,4
0,5
1,1
1,1
-0,9
-1,8
McMurdo
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9a/Erioll_world.svg/18px-Erioll_world.svg.png77° 51′ S 166° 40′ E
212 mm
-17,0
-18,9
-9,7
-3,9
-2,9
-9,6
-16,2
-20,7

Biomas do Brasil


 O Brasil pela sua localização geográfica e seu tamanho continental (8.514.877 km2) abriga seis biomas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vamos ver algumas de suas características:


A floresta amazônica é a maior e mais diversa floresta tropical do planeta, com quase 7 milhões de km2­ e abrigando mais de um terço das espécies existentes no mundo. Sendo que, mais da metade deste bioma está localizado em terras brasileiras. A Amazônia não é só uma floresta, lá está localizado a maior bacia hidrográfica do mundo, a bacia amazônica, com mais de 1.100 afluentes. Para se ter uma idéia, dos mais de 2.000 mm de chuva que caem na floresta por ano, 50% são oriundas da água evaporada da própria bacia. 
 
A Amazônia pode ser dividida em dois tipos de relevo: as várzeas que se estendem ao longo dos rios e estão sempre inundadas e as florestas de terra firme, que cobrem a maior parte da floresta. Estes relevos, dependendo da visão, poderiam ser considerados dois biomas diferentes.

Apesar da grande riqueza da floresta, o solo, mais do que em outros biomas de florestas tropicais, é extremamente pobre, sendo que apenas 10% da Amazônia possuem solos férteis o bastante para atividade agrícola. 

A Mata Atlântica já cobriu cerca de 15% do território nacional. Hoje, restam apenas cerca de 7% da cobertura original da Mata. Por isso, é a floresta tropical mais ameaçada do mundo, sendo considerada um dos cinco principais hotspots de biodiversidade do planeta. A Mata Atlântica, juntamente com a Amazônia, compreende um terço da área de florestas tropicais da Terra.
Este bioma se formou sobre uma extensa cadeia de montanhas que acompanha quase todo o litoral brasileiro. Por isso alguns autores a considerem como um mosaico de biomas, como as florestas úmidas de Araucária, as matas de encosta e a floresta estacional semidecídua, que é encontrada principalmente no interior de São Paulo, sendo classificada como uma floresta tropical sazonal.

Nela são encontrados diversos animais ameaçados de extinção, como o mico-leão-dourado, o cachorro-vinagre e o mono-carvoeiro. 

O bioma Cerrado se caracteriza por diversas fisionomias. Estas formações variam desde o cerradão, que se assemelha a uma floresta, no entanto mais seca, passando pelo cerrado mais comum no Brasil central, com árvores baixas e esparsas, até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo com uma progressiva redução da densidade arbórea. Ali, ainda encontram-se as florestas de galeria que seguem os cursos dos rios. Apesar de possuir uma aparência árida e ter solo pobre apresenta uma rica biodiversidade, sendo considerado o bioma de savana mais diverso do planeta com mais de 10 mil espécies de plantas.

Como a Mata Atlântica, o Cerrado sofreu profundas alterações em decorrência da ocupação antrópica e hoje restam menos de 20% da formação original, apontando com um dos hotspots de biodiversidade.

A Caatinga, palavra de origem tupi que significa “mata branca”, provavelmente recebe esse nome em alusão a vegetação sem folhas que predomina durante o verão. Este é um bioma que para alguns é exclusivamente brasileiro. Apesar de raso e conter uma grande quantidade de pedras, o solo é razoavelmente fértil. No entanto, as secas prolongadas que às vezes podem durar mais de um ano e o da maioria dos rios serem sazonais, com exceção do rio São Francisco, a agricultura na região só se torna viável com a construção de açudes e irrigação do solo. Essas técnicas têm transformado o solo dessas regiões, que se encontra muitas vezes salinizado.

Apesar de toda aridez, a caatinga agrupa uma grande diversidade biológica, sendo que duas das aves mais ameaçadas do Brasil ali se originam: a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), considerada extinta na natureza e a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari).




Os rios que cortam o Pantanal, principalmente o Paraná, com o início do trimestre chuvoso em novembro, elevam seu nível de água e acabam desaguando no Pantanal. Por esta razão o Pantanal é conhecido como a maior área alagável do planeta, podendo ficar com 80% da sua área submersa, o que equivale a uma área de 144.294 km2 do pantanal brasileiro. A partir de maio inicia-se a "vazante" e as águas começam a baixar lentamente até o solo secar totalmente. Áreas de Cerrado, Caatinga e de matas ciliares são comuns no Pantanal, transformando este bioma, como outros, em um mosaico de biomas.

Apesar da grande biodiversidade, com 1.647 espécies de plantas e mais de 1.000 espécies de vertebrados superiores, o Pantanal apresenta baixo endemismo, conceito de espécies exclusiva de uma determinada região. Para se ter uma idéia todas as plantas e animais superiores que lá se encontram são comuns em outros biomas brasileiros. No entanto, o local se tornou um refúgio para muitas espécies de animais que se tornaram extintas em outros biomas. 

É chamado de Pampa o bioma de campo temperado que ocorre no sul do Brasil, além da Argentina e Uruguai. Esses campos são dominados por gramíneas que variam entre 10 e 50 cm de altura e o solo é naturalmente fértil. Com isso, a agricultura rapidamente se expandiu nesta região, causando a desertificação do solo.

O pampa gaúcho, que corresponde a 63% do território do Rio Grande do Sul, é um dos maiores centros de biodiversidade campestre do mundo, os 41% de vegetação nativa restantes abrigam cerca de 3 mil espécies de plantas e estima-se algo em torno de uma centena de mamíferos terrestres, como o Lobo Guará, o Veado Campeiro e Gato dos Pampas (Felis Colocolo) ameaçado de extinção , e 400 aves como a Curruíra do Campo e o Papa Mosca do Campo.



Avante desbravadores!

Biomas Baianos

A Zona Costeira brasileira é extensa e variada. O Brasil possui uma linha contínua de costa com mais de 8 mil quilômetros de extensão, uma das maiores do mundo. Ao longo dessa faixa litorânea é possível identificar uma grande diversidade de paisagens como dunas, ilhas, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos e falésias. Dependendo da região, o aspecto é totalmente diferente do encontrado a poucos quilômetros de distância. Mesmo os ecossistemas que se repetem ao longo do litoral - como praias, restingas, lagunas e manguezais - apresentam diferentes espécies animais e vegetais. Isso se deve, basicamente, às diferenças climáticas e geológicas.



O litoral nordestino começa na foz do Rio Parnaíba e vai até o Recôncavo Baiano. É marcado por recifes calcáreos e arenitos, além de dunas que, quando perdem a cobertura vegetal que as fixa, movem-se com a ação do vento. Há ainda nessa área manguezais, restingas e matas. Nas águas do litoral nordestino vivem tartarugas e o peixe-boi marinho, ambos ameaçados de extinção.
 
A Mata Atlântica é um bioma brasileiro. As florestas atlânticas são ecossistemas que apresentam árvores com folhas largas e perenes. Abriga árvores que atingem de 20 a 30 metros de altura. Há grande diversidade de epífitas, como bromélias e orquídeas. Não deve ser confundida com a floresta Amazônica, ou selva Amazônica, que é um outro bioma do Brasil.
Foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil. Acompanhava toda a linha do litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridionais e nordeste). Nas regiões Sul e Sudeste a Mata Atlântica chegava até a Argentina e o Paraguai. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contínua com a Floresta Amazônica. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é uma dos maiores do planeta.


A palavra Cerrado vem da Espanha e significa 'fechado' ou 'vegetação densa', esse termo busca traduzir a característica geral da vegetação arbustivo-herbácea densa que acontece na formação savânica. Entretanto, a falta de uniformidade na sua utilização ao longo da história gerou uma série de controvérsias e dificuldade na comparação de trabalhos na literatura. O termo Cerrado tem sido usada tanto para designar tipos de vegetação, tanto para definir formas de vegetação. Também podendo estar associada a adjetivos que se referem a características estruturais, encontradas em regiões específicas.


  Na Bahia, o bioma Cerrado encontra-se distribuido de forma bem heterogênea, compondo várias áreas de transição Cerrado/Caatinga e cerrado/mata atlântica, no entanto a sua maior concentração está na região oeste do estado. O Cerrado destaca-se não só quanto a sua biodiversidade, mas quanto ao seu potencial de água sendo cortado pelas três maiores bacias hidrográficas da América do Sul, Tocantins, Prata e São Francisco. Os recursos hídricos de superfície da região oeste da Bahia, se constituí em sua maior parte na mais importante fonte de alimentação de água do Médio São Francisco, bacia hidrográfica a qual pertencem em sua margem esquerda, cerca de 75% do aporte hídrico no estado da Bahia. São rios e riachos que nascem nas veredas encontradas no Chapadão Ocidental, resultado da grande capacidade de armazenamento hídrico pluvial dos arenitos de Formação Urucuia, da armadilha estrutural desses arenitos com as rochas do grupo Babuí, permitem o afloramento das águas. As formações de veredas, tipo particular de vegetação que aí se desenvolve e acúmulo de matéria orgânica vegetal que vai formar os horizontes orgânicos que são reguladores naturais do fluxo das águas das nascentes, particularmente no período seco, devido ao poder de esponja, característicos desse material residual orgânico.
Assim, a partir das veredas do chapadão, e compondo uma rede de drenagem paralela, se formam as três sub-bacias mais importantes da região oeste da Bahia: o Rio Grande, Rio Corrente e o Rio Carinhanha, que, até sua foz no São Francisco, Serras Setentrionais, as Várzeas e Terraços Aluviais. O regime hídrico das três sub-bacias são idênticos, considerando que todas estão submetidas ao mesmo regime climático geral com período de maior pluviosidade ocorrendo de novembro a março, e o período seco de maio a setembro.
A caatinga, muitas vezes confundida com o cerrado, é um ecossistema típico do nordeste brasileiro. A caatinga com suas características muito peculiares, que mesmo com sua região semi-árida, apresenta uma flora e uma fauna muito diversificada. A flora se constitui de espécies xerófitas (formação seca e espinhosa resistente ao fogo e praticamente sem folhas) que perdem as folhas em determinadas épocas do ano) totalmente adaptadas pelo clima seco com predominâcias de cactáceas e bromeliáceas. As diversas especies de árvores  apresenta até 12 metros de altura. As principais representantes do reino vegetal são: a aroeira, o mandacaru, o juazeiro e o amburana.